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CEFET-MG

SPE promove lançamento de cartilha e ações sobre saúde mental no CEFET-MG

Segunda-feira, 24 de junho de 2019
Última modificação: Segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Nepomuceno (Foto: Rebeka Castellar)

No dia 22 de maio, a Secretaria de Política Estudantil (SPE) promoveu, em todos os campi, campanha educativa com o lançamento da cartilha “Saúde mental para estudantes: cultivando mais bem-estar no ambiente acadêmico”. A data possibilitou que a SPE, por meio de eventos, divulgasse as atividades de saúde mental que estão em andamento com vistas à promover o bem estar dos discentes do CEFET-MG.

De acordo com a secretária de Política Estudantil do CEFET-MG, Cláudia Lommez de Oliveira, “a cartilha se insere como resultado do esforço de contribuir para a promoção da saúde no ambiente acadêmico. Por um lado, ela foi pensada para orientar o estudante no autocuidado com sua saúde mental. Mas o outro aspecto que a cartilha traz é uma provocação de um modelo de educação formal que precisa ser repensado. Precisamos rever parte dos nossos modos de relacionar, ensinar, aprender e avaliar o conhecimento, ou seja, a instituição precisa oferecer condições para que os estudantes consigam aplicar as orientações da cartilha”, disse.

A cartilha continuará sendo distribuída nos campi e, em breve, será disponibilizada na página da SPE.

Em Nepomuceno, foi realizada a apresentação de pesquisa sobre o diagnóstico da saúde mental dos estudantes do campus, considerando os pontos da cartilha e a distribuição do material. “Reunimos as turmas no auditório da unidade e fizemos apresentação no integrado e no noturno”, contou a psicóloga da CPE Ludmila Ramalho.

Pesquisa realizada na Capital mostra números preocupantes

Em Belo Horizonte, nos campi I e II, junto com a entrega das cartilhas houve realização de enquete com estudantes em clima lúdico. Os jovens preencheram a pesquisa e, em seguida, tiraram fotos com emojis para demonstrar o sentimento deles em relação à instituição. Foram analisadas 186 respostas no Campus I e 84 no Campus II.

Nessa enquete, os números apontados pelos discentes foram convergentes em ambos os campi e também preocupantes em algumas ocasiões. Em relação à qualidade do sono, cerca de 59% dos respondentes, tanto no Campus I quanto no Campus II, avaliaram que está regular ou insatisfatória. Em relação a pratica de atividade física, 70,3% (Campus I) e 62,9% (Campus II) também avaliaram como regular ou insatisfatória, retratando que grande parte dos estudantes não pratica ou raramente pratica alguma atividade física.

Já nos relacionamentos e habilidades sociais, bom, muito bom e excelente foram as respostas de 74,6% (Campus I) e 70,4% (Campus II) dos que participaram da pesquisa, salientando que os estudantes possuem uma convivência saudável com seus pares.

Para Cláudia Lommez, os dados negativos dizem respeito tanto à realidade interna quanto à externa, uma vez que existem múltiplos fatores que proporcionam o aumento do sofrimento nos estudantes. “Os transtornos emocionais estudantis são cada vez mais frequentes nas instituições Federais de Ensino. O aumento desses transtornos é reflexo do adoecimento psíquico presente na nossa sociedade capitalista contemporânea, caracterizada pelo individualismo, pela cultura da imagem e do sucesso, pela instantaneidade, pelo consumismo, pela hipermedicalização. E há cada vez menos espaço para a reflexão e diálogo acerca do ambiente e dos mecanismos que provocam sofrimentos. É nesse cenário que geralmente identificamos as origens dos transtornos emocionais, principalmente as ansiedades e depressões”, analisou a secretária de Política Estudantil.

Atividades culturais marcam a distribuição de cartilhas

No campus Curvelo, a programação contou com diversas ações durante o dia. Ocorreu uma roda de conversa; uma apresentação de teatro, com o grupo Kwrep, formado por alunos do CEFET-MG; distribuição das cartilhas, e uma discussão sobre a reforma psiquiátrica no Brasil, embasada por atividades anteriores. “Tivemos no mês de maio dois filmes voltados para o modelo antigo e o novo de saúde mental”, observou o psicólogo da CPE Arnaldo Oliveira Rodrigues.

Para finalizar as atividades em Curvelo, ocorreu a roda de conversa com a psicóloga de orientação analítica, Juliana Canto. A profissional falou obre “Prevenção ao Suicídio”. Houve a participação de servidores e estudantes com perguntas, comentários e relatos pessoais.

A CPE Araxá simulou um programa televisivo de perguntas e respostas. Um professor coletava perguntas dos estudantes por microfone ou por escrito e um psicólogo e uma psiquiatra respondiam às questões. A programação seguiu com uma intervenção teatral. “Estudantes vestiram-se de preto, maquiaram os olhos com olheiras e ficaram em locais diversos do restaurante com plaquinhas. Eles simularam tristeza, ansiedade, tédio, etc. Alguns servidores foram convidados a entrar no restaurante e abraça-los, então várias pessoas começaram a abraçá-los também” relatou a psicóloga da CPE Alessandra de Moraes Silva.

Cláudia Lommez frisou que através dos programas de bolsas e de alimentação, a SPE busca garantir a permanência material. Já os programas de acompanhamento psicossocial e as ações relacionadas às vivências juvenis na instituição buscam garantir a permanência afetiva ou simbólica dos estudantes. “Considerando essas diferentes dimensões, o trabalho fundamental das CPEs é proporcionar a qualidade dessa permanência. Não é de qualquer jeito ou com grandes prejuízos psíquicos que os estudantes devem se manter na escola, por isso buscamos atuar na promoção da saúde emocional estudantil”, concluiu.

Veja aqui todas as fotos do evento.

Secretaria de Política Estudantil