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CEFET-MG

Projeto da BCE leva cinema para Nepomuceno

Quinta-feira, 14 de novembro de 2019
Última modificação: Quinta-feira, 14 de novembro de 2019

cinema nepo (1)Nepomuceno não tem cinema, porém o campus Nepomuceno do CEFET-MG tem “Cinema e Educ(Ação)”, que tem como objetivo desenvolver experiências fílmicas comentadas na Unidade e no Município. O projeto da Bolsa de Complementação Educacional (BCE) já proporcionou sessões de cinema comentado para dezenas de pessoas da cidade e da região.

Participaram do projeto, em 2019, os bolsistas Geovanna Camille Rodrigues Silva e Queila Rodrigues da Silva, ambas do curso técnico de Eletrotécnica, e Pedro Noélio Bibiano Alves, do curso técnico de Mecatrônica. Os orientadores são os professores Luiz Fernando de Oliveira e Nívea Carolina Guimarães.

O idealizador do “Cinema e Educ(Ação)”, Luiz Fernando de Oliveira, é um cinéfilo. Durante o doutorado, cinema nepo (2)ele participou de uma disciplina sobre educação, cinema e docência e desde então pensava em articular educação e a sétima arte. “O projeto surgiu da minha paixão pelo cinema e por filmes e por saber do potencial educativo do cinema, do potencial que o cinema tem em desenvolver o senso estético das pessoas e de algumas leituras que venho fazendo há alguns anos. Também pelo meu gosto pessoal pela temática e por acreditar que o cinema é um importante instrumento educativo, de socialização, de humanização”, disse.

Os critérios para escolha dos filmes passam pela faixa etária dos presentes e por obras que despertem a reflexão do público. “A gente sempre procurou achar filmes que tivessem temas sociais, históricos, envolvendo temas bem próximos da sociedade”, explicou Pedro Alves. Luiz Fernando de Oliveira disse que tem que ser “Algum filme que seja relativamente diferente daqueles que normalmente fazem parte do universo cultural dos nossos alunos para ampliar um pouco a bagagem deles”, concluiu.

Neste ano, foram realizadas duas sessões no auditório do campus Nepomuceno e uma na Universidade Federal de Lavras (Ufla), para uma turma do curso de graduação em Direito. Foram exibidos a animação australiana “Mary e Max – Uma amizade diferente” e os documentários nacionais “A Caminho da Copa” e “Rock In Rio 30 anos”. Após os filmes, ocorre a interação da equipe do projeto com o público nos comentários.

Bolsistas evidenciam progressos acadêmicos e pessoais

cinema nepo (3)A dinâmica que ocorre após as exibições foi importante para Queila Silva, que nunca foi a uma sessão de cinema convencional. A estudante assiste a filmes na televisão ou no Youtube. Entretanto, o contato com a sétima arte na atividade mudou a vida acadêmica e pessoal da jovem. “Tem me ajudado bastante a falar com as pessoas, conhecer gente nova. Isso pra mim é o mais importante”, observou.

Luiz Fernando de Oliveira também destacou o progresso da bolsista nas relações sociais e acadêmicas. “Uma das minhas bolsistas era muito tímida e pelo fato de ter que discutir o filme e debater com os estudantes, ela mesma já tem comentado o quanto ela tem ganhado com isso”, ressaltou.

Pedro Alves sempre gostou de cinema, principalmente de “filmes antigos”. Segundo ele, a sétima arte possibilita ensinamentos acadêmicos e lúdicos. “Enxergo o cinema como um instrumento de aprendizado, de onde se pode tirar lições e acho uma das mais belas artes que temos”, destacou.

Secretaria de Política Estudantil