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CEFET-MG

Como lidar com o confinamento e avaliar nossa saúde mental

Segunda-feira, 6 de abril de 2020
Última modificação: Segunda-feira, 6 de abril de 2020

Vivemos uma situação inédita que nos foi apresentada como um assalto em nossa vida cotidiana. No dia 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a infecção viral causada pelo coronavírus (COVID-19) assumia o status de pandemia. Seu caráter global demandou que todos os países e governantes estejam alertas diante dos riscos de contaminação, em grande escala, das populações e sobrecarga de seus sistemas de saúde e proteção social.

A transmissão desse vírus que pode ser causada por contato direto pessoa/pessoa ou indireta por objetos contaminados propagará tanto mais rápida, quanto maior for nosso contato social. Em fevereiro de 2020, foi registrado o primeiro caso no Brasil. Diante do risco iminente de propagação da doença em todo o território nacional, as autoridades de saúde orientaram o isolamento social como uma importante medida profilática.

No cumprimento dessas determinações, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), também suspendeu suas atividades acadêmicas e administrativas presenciais.

A respeito da saúde mental, o isolamento social é considerado, em si mesmo, um fator de risco ou de agravamento para os distúrbios e adoecimentos de natureza psicológica. Diante desse cenário de incertezas e quarentena, a Secretaria de Política Estudantil (SPE) e as Coordenações de Política Estudantil (CPE’s) contribuem com informações para o cuidado de uma boa saúde mental e o manejo necessário para a gestão saudável dessa nova rotina, em seu espaço de confinamento e na dinâmica dos relacionamentos interpessoais.

Quais os problemas possíveis do confinamento e cuidados a se tomar?

Do ponto de vista psicológico, o confinamento pode trazer preocupações excessivas e abalar o estado emocional daqueles que estão sob ameaça e/ou perdendo seus empregos, bem como sendo impedidos de ganhar seu sustento, considerando-se a situação financeira. É bom lembrar que essa crise de saúde vai afetar a economia mundial e todos nós vamos sofrer sua conseqüência. Nesse sentido, será importantíssima a ação do governo e das nações economicamente fortes para minimizarem esses impactos.

Outro aspecto psicológico a ser considerado, no confinamento, são as relações familiares que muitas vezes não são harmoniosas. No período de quarentena, as pessoas estarão bem próximas, convivendo 24h por dia. Isso pode ser preocupante nos lares onde ocorre hostilidade, falta de respeito e falta de diálogo. No entanto, a ameaça externa e o medo da morte provocado pelo inimigo comum, COVID-19, podem minimizar essas tensões na medida em que o coranavírus passa ser o centro da atenção.

Em outros lares será uma ótima oportunidade para aqueles que estão dispostos a lidar com seus conflitos, rever seus posicionamentos, valores, exercitarem a reflexão, praticar o respeito, ter outros olhares, permitir-se mudar, sorrir e resgatar o amor próprio que é imprescindível para que se estabeleça uma relação afetiva saudável. Já nos lares onde há um bom convívio familiar as relações podem melhorar mediante pequenos ajustes, pois, afinal, não somos perfeitos.

No enfrentamento dessa crise o exercício da paciência, da tolerância, da empatia, a cooperação e a união entre as pessoas são atitudes que podem tornar esses dias mais fáceis.

Quais os sintomas que cada um pode identificar antes de desenvolver, de fato, uma patologia mental mais grave?

O confinamento vai mudar nosso comportamento, ainda mais sabendo que tem uma ameaça invisível lá fora ou mesmo ao nosso lado. Isso mexerá com nossos pensamentos e emoções. É natural que fiquemos mais preocupados e ansiosos diante dessa ameaça e isso pode afetar nosso sistema nervoso, endócrino, psicológico e nossa imunidade. Por isso não podemos nos deixar levar pelas impressões negativas e nem nos alimentarmos do medo, senão ficamos paralisados e podemos adoecer.

Nesse sentido, temos que estar conscientes da ameaça que nos aflige e tomarmos as atitudes para combatê-la. Então, é importante estarmos bem informados e seguirmos as medidas de precaução e de combate propagadas pela OMS e pelos órgãos e especialistas da área de saúde.

Quanto aos sinais que cada um pode identificar que possivelmente podem levar ao adoecimento mental, muitos deles fazem parte do nosso dia a dia como a preocupação, a ansiedade, a alteração do humor, a agitação, a perda do apetite, do sono, o medo, mas se eles se intensificam e se prolongam por algum tempo, pode chegar ao adoecimento.

Neste momento de crise com confinamento onde estamos adquirindo novos hábitos é de bom alvitre observar nossos pensamentos, emoções, palavras e ações e direcioná-los para aspectos positivos. Dosar nossas atitudes e procurar fazer coisas que nos trazem alegria e satisfação. Não bombardeie seu cérebro com excesso de notícias carregadas de tensão e sofrimento. Apenas se informe sobre as medidas que estão sendo tomadas para o enfrentamento ao COVID-19 e as orientações recomendadas. Cuide-se!

Que possamos sair renovados, por que não, transformados? Fortalecidos ao aprender a elevar nossos pensamentos, a lidar com nossas emoções, bem como comprometidos com nosso próprio crescimento. Respeitando e reconhecendo a importância do outro em nossas vidas. E certos que, juntos, podemos enfrentar grandes desafios em prol do bem comum!

Saúde e avante!

 

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